domingo, 29 de junho de 2014

A Felicidade / Happiness / Schastye / Schastje / Счастье - 1934 - Um elegia Imagética



Certamente um dos melhores filmes que já vi. Um manifesto, uma elegia imagética do mestre russo Medvedkin. É tão genial que passou pelos olhos tenebrosos de Stalin. Só depois de um tempinho fora jogado para longe dos olhos do mundo e décadas depois apareceu na França. O Filme mostra a face terrivel do estado e da igreja, instituição que na maioria dos estados totalitários(O ESTADO POR SI JÁ É UMA TOTALIDADE, POR N RAZÕES que não carecem nesse momento de explicações mais aprofundadas), e um socialismo libertário horizontal. Grande ao estado aparelhado, de excessão mintado pelo Stalin. Muitas imagnes signos são desfeitas nesse filme como descreve CHRIS MARKER em seu doc ELEGIA PARA ALEXANDRE, muito inteligente. Isso é cinema, o resto, os Tarantinos, Almodovars, isso é produto de 1,99 inflacionado, bosta da indústria cultural para entreter




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Baden visto, falado, cantado

Há aqui dois presentes que nos foi dado. Um documentário sobre uma parte da vida do Vilonista que aborda seu universo musical e suas infuências. O segundo é uma gravação da TV Cultura exibida no programa Ensaio, no mesmo canal de TV.  Dirigido por Fernando Faro. 
Primeiro o Universo Musical e logo abaixo o ensaio, ambos na íntegra
Abaixo o texto que descreve o documentário.

"Baden Powell foi um virtuoso do violão. Na história da música brasileira, ele se destaca como o músico que partiu em busca de suas raízes africanas, abrindo caminho para as novas gerações de cantores e violonistas. Como resultado do seu trabalho, inúmeros ritmos brasileiros foram catalogados e salvos do esquecimento. Na história da música ocidental, ele se destaca como músico ímpar, dominando a literatura do violão clássico, do folclore brasileiro na sua forma mais completa , da música barroca e do jazz. Este documentário permite compreender a trajetória incomun seguida por Baden Powell e, acima de tudo, conhecer o homem que ele foi".

Gênero: Jazz, MPB, Doc
Diretor: Jean-Claude Guiter
Duração: 54 minutos
Ano de Lançamento: 2003
País de Origem: Brasil
Idioma do Áudio: Português










Ensaio da TV Cultura Baden Powell


"Acompanhado "apenas" por seu instrumento, Baden Powell, o gênio do violão, fala sobre a infância, sobre como aprendeu a tocar violão e sobre seus parceiros em geral. Comenta sua parceria com Edu Lobo e conta como começou sua amizade com Vinícius de Moraes. O programa foi gravado em 1990. Baden Powell toca e canta 23 músicas. Entre elas; "Deixa", "Tem Dó", "Astronauta", "Samba em Prelúdio", "Berimbau", "Canto de Ossanha" e "Rapaz de Bem".

>> Entrevista
>> Show >

1. Voltei (Baden Powell/ Paulo César Pinheiro)
2. Revendo o passado (Freire Júnior)
3. Naquele tempo (Pixinguinha/ Benedito Lacerda)
4. Palhaço (Oswaldo Martins/ Nelson/ Washington)
5. Rapaz de bem (Johnny Alf)
6. Samba triste (Baden Powell/ Billy Blanco)
7. Pout-Pourri
- Além do amor (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
- Deixa (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
8. Tem dó (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
9. O astronauta (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
10. Samba em prelúdio (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
11. Formosa (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
12. Bocoche (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
13. Pout-Pourri
- Canto de Yemanjá (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
- Tristeza e solidão (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
14. Pout-Pourri
- Consolação (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
- Canto de Ossanha (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
- Cantos de capoeira (Folclore)
- Berimbau (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)
15. Lapinha (Baden Powell/ Paulo César Pinheiro)
16. Samba da benção (Vinícius de Moraes/ Baden Powell)"





Uma cara nova, de volta ao passado

Ainda que parte dos brazucas desconheçam o fato de que a vinheta de abertura da voz do Brasil é o Guarani de Vila Lobos, todos conhecem a vinheta. É como ter lembrança da batida do coração da mãe quando ainda se é um feto.

Eis aqui, em Ska barsilianado, um puta som com o camarada Felipe no trombone e seus comparsas. Guarani ska ska ska









Acerca de Tenório Jr.

Eis aqui um trechinho do documentário sobre o misterio desaparecimento do Pianista brasileiro, Tenorio Jr. 

Um dos mais triste recortes da época em que vigourou a ditaduta militar no Brasil. Muita gente morreu desapareceu, e para os corações que batem ao ritmo da música desse grande pianista, é uma grande lacuna que se abre.



Abaixo esta descrito de acordo com o autor do video, informações sobre o documentário, que infelismente nao tenho disponível na integra.

Descrição do programa completo : Tenório Jr. - Junto de ' Iara, lembrança de uma mulher ', total 30 mins, um especial enfocando tanto o músico Tenório Jr., num especial originalmente de 1986, lendário pianista brasileiro morto pelos militares na Argentina durante a Ditadura Militar ( com raríssimas cenas de Tenório tocando em 1974 ! + depoimentos de seu pai Francisco Tenório, do militar argentino -- envolvido no sumiço do música - e que esteve no Brasil muito tempo após o assassinato de Tenório, o ex-cabo da Marinha Argentina Cláudio Vallejos, com cenas dele filmadas dando seu depoimento bem como trechos do áudio da entrevista que ele concedeu à revista '' Senhor '', depoimentos também do advogado Luis Eduardo Greenhalgh ) e o outro focando a história da militante de esquerda Iara Iavelberg. Apresentação por Mona Dorf.












Saravá ( Na íntegra)

É com enorme prazer que vos apresento este ineterssantíssimo documentário sobre a Música Brasileira, feito pelo Franco - amaante da boa Música Pierre Barouh. Mais um entre tantos.
Abaixo as informações,

Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. Aqueles momentos registrados viraram o documetário Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa "Okekerê", de sua autoria, e "Yaô", de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.

Músicas deste filme
- Samba da Benção (Saravah)
- Canto de Iemanjá
- Que quere que que / Yaô
- Sermão
- Coração Vulgar
- Rosa Maria
- Tudo é Ilusão / Minhas Madrugadas / Pecadora / Coisas do Mundo Minha Nega
- Pranto de Poeta
- Baby
- Tropicália
- Frevo no. 1 do Recife
- Pra Dizer Adeus
- Lamento
- Formosa
- Tempo de Amor
- Samba da Benção (Saravah)


Informações: www.http://makingoff.org/






Finalmente consegui subir para o grooveshark um disco do Gil ao vivo(Quanta Gente Veio Ver - Ao Vivo gravado em 1998). Algumas das músicas com versões que gosto bastantes, pelo arranjos etc. Agora disponibilizo uma das que mais gosto-refavela.
Dale Gil

http://grooveshark.com/#!/s/Refavela/2VRVPW?src=5

Claridade

Assim como nos Estados Unidos e na França, o Brasil sempre foi um país de cantoras com belas vozes. À altura de cantoras como Edith Phiaf que reeinventou a música na frança(Ela é mencionada numa grande entrevista que Gilles Deleuze concedeu para a TV Francesa que fora exibida posteriormente à sua morte), Juliette Gréco, Billie Hlliday, Ella entre tantas que não cabe mencioná-las agora, mas que são conhecidas por tanta gente que ama a boa musica, uma boa melnacolia e também os protestos. No Mesmo patamar ponho Clara Nunes, Elis Regina. Duas grandes intépretes da música brasileira. Mesmo sendo de gêneros musicas um grau de parentesco muito próximos elas tem uma diferença no contéudo, na melodia etc. Deixo aqui duas músicas bem relevantes das duas, e um trechinho da letra de uma música interpretada por Clara.










"....Vou me embora desse mundo de ilusão... Flechas sorrateiras, cheias de veneno querem atingir meu coração. Mas o meu amor sempre tão sereno serve de escudo pra qualquer ingratidão..."





Sete dias, sete notas sete anés!

Ainda me vêm alguns green-gos dizer que no Brasil só sabemos jogar futebol e rebolar.
Ainda bem que existem Egbertos, Vila Lobos, Radamés, Baden, Gils, Herméticos Pascoais, Mil tons como dizia Caetano, e muitos outros tantos que levaram o que eu considero música para tantos corações e intelectos. Nesses tempos em que a música sem alma permeia com uma força maior que a sensibilidade extraviada dos muitos jovens pelo mundo, em particular na Europa, o sensível e inteligivel se juntam, contrariando a oposição Platônica.


Há que ser carinhoso

Das muitas versões dessa música que está no imaginário de maioria dos brasileiros. Tanto pela propraganda de um iogurte, quanto pelas rodas de choro existentes em tantas partes dessa terra musical chamada Brasil. Essa versão da Elizeth Cardoso, comparticipação musical e espiritual(pois, para tocar assim, tem que ser com o espírito) do mestre Radamés Gnattali. All Right!!


Antero Kalik lança seu primeiro livro

Agarrado pelas palavras dos velhos e de muitos dos escritores contemporâneos, o poeta e ex-aspirante a filósofo Antero Kalik(nome adotado por José Paulo S. Santos), acaba de lançar pela jovem Editora Córrego de São Paulo, o livro 22 Poemas, que ainda está "cheirando a talco como bumbum de bebê", como disse sua amiga Marina Caires referindo-se à música Palco de Gilberto Gil. O livro vem carregado de referências importantes como Rimbaud, Friedrich Nietzsche, em particular do livro ASSIM FALOU ZARATUSTRA, o poeta austríaco Reiner Maria Rilke, Baudelaire, Lautréamont. A Maioria dos experimentais prosemas são de certa maneira odes a amigos, pessoas que passaram por sua vida, a ex-namoradas, a futuras ex. Um outro poeta e editor da Editora Corrégo, Gabriel Kolinyak, escreveu uma breve definição do livro, nada mais digno do que uma descrição com o olhar de outro poeta como o Kolinas.



                                    22 poemas
"Os poemas de Antero Kalik transportam o leitor para uma experiência de contemplação e exaltação da experiência, ao mesmo tempo em que expressam certa desconfiança com a humanidade e também com as divindades; aparentemente, para ele o céu e o mar são confiáveis, assim como o vinho e as formas elevadas da amizade.
Um trecho do poema “velho céu de nuvens tristes”: “velho céu de nuvens tristes, / abrigas em teus vazios tanta fumaça, / tanto desespero dissimulado de progresso, / que é refletido nas camadas de sujeira em tuas transparentes / dimensões… Velho azulão de profunda imensidão, / quero, quando brilhas teus olhos de oceano, / ocultar-me em teu azul assim como o faz / aquele carrasco divino / com sua estúpida onipotência. / Quero armar uma rede em teus braços, / brindar com vinho nossa amizade, / minha admiração por teus horizontes.”"






Quem se interessar pelo livro, pode comprá-lo diretamente no site da Editora, ou com o próprio antero.
Os contatos são: 

Do mesmo, mas sempre bom

Do jeito que anda a política, a tagarelice nos muros virtuais com repetitivos e pobres jargões e chavões, com tanta trivialidade, e gente que tende à mais vil conduta. Falando de Brasil, o que nos resta é a boa musica. O que seria de nós se a música no Brasil não fosse tão especial ?
Para fortalecer essa idéia, um álbum do João Gilberto com Stan Getz


Chega de saudade

Este é o primeiro álbum do João Gilberto que ouvi, esqueci e retornei a ouvir após muitos anos, e tornou-se o meus preferido. Há um álbum gravado junto com Stan Getz que muito agrada musicalmente. Tambem com outras figuras como o Tom que é de grande relevância, mas ainda assim prefiro este que remete a uma nostalgia gostosa, a um saudosismo Bohemio que está no coração de tantos brasileiros