Essa
semana, exatamente no dia 21 de agosto completou 25 anos da morte do
maluco mais beleza e mais importante do rock tupiniquim. À época eu
tinha 11 anos, e escutei um amigo que adorava Raul Seixas dizer que
ele havia morrido. Pra mim que iniciara meu pequeno seixismo foi uma
notícia muito triste. Mas a vida seguia, e o caminho seria longo,
uma vez que me propus ser um traseunte de sua obra. A primeira música
que escutei no “Quera -Deus (pequeno comercio familiar, cujo nome
vem de uma expressão dita por um dos pedreiros: queira Deus que
esseas paredes se levantem )”, foi tente outra vez. Música que meu
pai sempre escutava quando voltava da busca de um novo trabalho.
Tínhamos uma fita cassete comprada no camelô em Salvador, e por ai
começou a viagem no Raul. Raul Seixas foi um dos músicos
brasileiros que incorprou um pouco de filosofia e um pessimismo
irônico na sua música. Em Ouro de Tolo por exemplo, faz uma crítica
ao contentatmento do homem em pagar imposto e sente-se de consciência
traqnuila por contribuir para uma melhor vida cívica. É a
bestialização e o comodismo que faz o consumidor ortodoxo
afirmar-se como ser pelo consumo, pela propriedade.
1.
Ouro de tolo -
“Eu devia estar
contente Porque eu tenho
um emprego Sou um dito
cidadão respeitável E
ganho quatro mil cruzeiros Por
mês
”
2.
Cowboy fora da lei
– Uma das características presentes na música do Raul, é o tom
crítico e libertário e irônico. Exemplo: “Mamãe,
não quero ser prefeito Pode
ser que eu seja eleito E
alguém pode querer me assassinar Eu
não preciso ler jornais Mentir
sozinho eu sou capaz Não
quero ir de encontro ao azar ”.
3.
Paxeco
- “O heroi dos dias úteis”.
Qual
jovem rebelde nunca pesou numa sociedade alternativa ?
4
. “Viva viva, viva a sociedade alternativa...”
Para
quem ainda não gritou “Toca Raul”, não sabe o prazer de ser um
chato engraçado no meio de um concerto de jazz.
Deixo
com vocês o documentário sobre a vida do Raul.
Nessa
época em que a mediocridade é oficialmente financiada, sob o a
justificativa da democratização da cultura (o que se parece mais
com uma imposição da cultura do pão e circo), é aconselhado
recorrer a certas obras que, com uma refinada ousadia levantaram
questões existentes desde sempre, como por exemplo Deus e a morte.
Um hábito relacionado à civilização Asteca (grupo étnico que
vivia na regigião
central do atual México, por volta dos séculos
XIV e XVI)era brindar à morte. Se o faziam, possivelmente haviam o
sanado questões específicas acerca desse tema.
Essa
questão está evidente num dos principais filmes de um dos artistas
mais respeitados do século XX. Ele levantou divessas questões
inerentes ao ser humano, como a pergunta que talvez seja a mais
feita: De onde viemos, e o que acontecerá pós morte, pra onde vamos
? questões metáfísicas acerca de Deus e o do além humano. Pois,
este tal artista é o dramaturgo e diretor sueco Ingmar Brgman
(Uppsala, 14 de julho de
1918 — Fårö, 30
de julho de 2007), foi um dos principais artistas dos quais temos
conhecimento, que soube colocar essas questões em sua obra. Em
particular no filme O
Sétimo Selo / Det
sjunde inseglet
/ The
Seventh Seal , De
1957. No filme quando a morte vai em busca de um homem e ele ao se
dá conta, propõe uma partida de Xadrez, e ao passo que sua ida com
a morte é adiada vai indagando a morte sobre as grandes questões da
humanidade, e que tanto nos perturba. É de grande genialidade por
num drama cinematográfico este assunto que envolve metáfísica e
psicanálise, levando em conta o contexto histórico sombrio que
gerou certos ideais que estão como espectros, presentes em várias
sociedades, e por muito tempo ainda permanecerão. A peste,
profanações, amor e a verdade religiosa como agente repressor. O
Diretor que era filho de pai protestante, e que sofria repressão e
desdém familiar, deliberadamente ou não, deixa escapar atarvés na
atuação dos personagens a presença do divino em sua obra, mas com
conturbada relação. Enfim. Selecionamos
alguns dos que consideramos ser os melhores filmes do diretor. Nos
isentaremos de justificar os motivos que nos levaram a crer que estes
cinco filmes são nossos preferidos. É uma questão sensível que
inteligivelmente torna-se difícil de explicar. Apresentaremos os
filmes com sua descrição e deixaremos que o leitor faça seu
próprio juízo acerca da obra desse grande diretor. 1.
O Sétimo Selo / Det
sjunde inseglet
/ The
Seventh Seal - 1957
Antonius
Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste
negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a
Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a
morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de
Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo,
a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia
medieval.
Suécia,
96 min, Drama. Áudio: Sueco
2.
Morangos Silvestres / Smultronstället
- 1957
Morangos
Silvestres conta a história de um médico e professor aposentado,
Isaak Borg (Victor Sjostrom), que aos 78 anos será homenageado com o
título honorário da Universidade de Lund, sua cidade natal, a qual
abandonara em favor de Estocolmo. Desde a véspera até a chegada em
Lund, Borg é invadido por recordações do passado que confrontam o
seu presente. Sonhos, devaneios e flashbacks conduzem-no a um
mergulho no inconsciente, fazendo-o perceber que seu temperamento
áspero e distante impossibilita o envolvimento afetivo com
familiares e amigos, protegendo-o do sofrimento e, por outro lado,
isolando-o. A constatação da velhice e solidão trazem a presença
iminente da morte, incitando-o a repensar sua vida durante o percurso
que faz até Lund. O desencadeador dessa viagem introspectiva é o
sonho que teve na noite anterior à partida para a sua celebração.
Suécia,
91 minutos, Drama, Áudio: Sueco 3. Fanny
& Alexandre / Fanny
och Alexander
No
início do século XX, após um alegre Natal na família Ekdahl, o
pai de um casal de crianças vem a falecer. Deste momento em diante
Alexander (Bertil Guve), o menino, passa a ver o fantasma do pai
freqüentemente. Tempos depois Emilie (Ewa Fröling), sua mãe,
casa-se com um extremamente rígido religioso e as crianças são
obrigadas a deixar a casa da avó paterna, onde foram muito felizes,
e passam a viver com a família do padrasto de hábitos severos, onde
são tratados como prisioneiros. Na casa do padrasto o menino passa a
ver o fantasma da primeira esposa dele e suas filhas, que haviam
morrido tentando escapar dele. Decorrido algum tempo, a mãe se
conscientiza da real personalidade do marido e de quanto seus filhos
sofrem naquela casa, assim planeja um modo de tirá-los daquele lugar
e levá-los de volta à casa da avó.
Suécia,
1982, Drama. Áudio: suéco 4. O Ovo da Serpente / The
Serpent's Egg
O
Ovo da Serpente é uma reconstituição histórica, em Berlim de
1923, da ascensão do Nazismo, visto através da vida cotidiana de um
judeu e de uma cantora de cabaré de péssima categoria. A inflação
e o bolchevismo servem de cenário à luta desesperada pela
sobrevivência. Alemanha, início dos anos 20. O país está em
decadência, a economia vai mal, pelas ruas o povo anda
desesperançado, descrente. Um ambiente propício para a ascensão de
um novo líder, alguém carismático, capaz de reerguer o ânimo da
população. Esse alguém tinha um nome: Adolf Hitler. Mas a história
que este filme conta não é uma simples história política.
Andreas,
um homem que sofre pelo fim de um recente casamento e por seu
isolamento emocional, fica amigo de um casal que também passa por um
momento delicado. É então que ele conhece Anna, que está superando
uma tragédia que ocorreu com sua família. Andreas e Anna iniciam um
relacionamento, porém para ambos é difícil esquecer o que
aconteceu anteriormente em suas vidas. Enquanto isso, a comunidade em
que vivem está aterrorizada por vários animais que estão sendo
encontrados brutalmente assassinados.
“A
obra de Ingmar Bergman já se encontra inscrita no cânone
cinematográfico. Tal qual Machado de Assis ou Fiódor Dostoiévski
para a literatura universal, só para citar dois exemplos, a produção
bergmaniana é preciosa para o cinema. Sua filmografia é vasta,
mas se tivéssemos de resumi-la em uma única palavra, talvez a
melhor fosse: interiores. Daí, pode-se desdobrar o que configura a
grande busca do diretor: o entendimento do que se passa no coração
dos homens, a angústia que qualquer um tem diante da existência e
de sua finitude, as incongruências da vida a dois, o silêncio que
paira, latente e lancinante, entre os homens, ainda que se fale muito
e se dialogue muito. Temas universais, como se vê, ainda que quase
toda sua obra tenha sido filmada na longínqua Suécia. No caso de
“Morangos silvestres”, a chave para que se penetre no longa não
está presente desde seu título, um tanto obscuro, mas interessante.
O interesse de Bergman no filme é flagrar a memória, uma das mais
importantes ferramentas que um indivíduo tem, pois se trata de uma
aliada do conhecimento. A memória específica de que o sueco fala
no filme é a de um professor de idade avançada, que tem um prêmio
importante para receber na cidade onde morou, por sua contribuição
como docente e como médico. Para chegar ao local da honraria, toma
seu carro, e para lá segue com sua nora. No caminho, é tomado por
lembranças de episódios de sua longa vida. Lembranças boas e
ruins, que trazem à boca e ao coração gosto de mel ou de fel, como
ocorre com qualquer indivíduo. O mergulho feito pelo personagem em
suas memórias é acompanhado pelo espectador, que flagra a infância
do personagem ,na qual ele costumava colher morangos silvestres, o
que justifica o título dado ao filme. O idoso relembra festas,
diálogos, pessoas, cores, sabores, texturas e emoções que o
atravessaram ao longo do tempo.
Ainda que em preto e branco, a
história é contada com belas imagens, e num ritmo lento para os
padrões contemporâneos. Lentidão que cabe às recordações de
alguém que já não tem mais seus vinte anos. E vale lembrar também
que o longa foi rodado no distante ano de 1957, época em que Bergman
dirigira outra pérola: “O sétimo selo”. Apesar de longe no
tempo, o cinema de Bergman não ficou datado. Suas questões são
ainda atuais, pois o ser humano é sempre ser humano, em qualquer
lugar ou momento histórico. Os filmes do cineasta evocam todo
tipo de discussão: filosófica, existencial, psicanalítica. A
preocupação aqui não é enveredar por nenhum desses caminhos, mas
apenas descrever o êxtase gerado pela contemplação de pequenas
epifanias de alguém que já percoreu uma extensa trajetória, o que
Bergman faz como poucos. Ele desnuda o humano, expondo suas
fragilidades, tendo a câmera como cúmplice. É como se, em certa
medida, o espectador também fosse desnudado, a partir da
identificação que tem com as cenas apresentadas. São esses
fatores que, somados, dão beleza, graça e vitalidade a “Morangos
silvestres”. É cinema autoral, que não se faz preocupado em
arrebatar grandes platéias, e que deleita olhos enfadados de efeitos
visuais escalafobéticos. Um cinema que se faz sem traço algum de
maniqueísmo, sem a preocupação de se colocar um herói e seu
antagonista. Até porque, sabe-se muito bem, nós mesmos podemos ser
nossos maiores inimigos. Assistir ao filme é tarefa obrigatória.
Mas é uma obrigação que e cumpre com extremo prazer por aqueles
que se interessam por vislumbrar a dimensão do humano, e que desejam
compartilhar, ainda que pela simples contemplação, a dúvida sobre
o sentido da vida, a maior inquietação que temos”. Por
Patrick Corrêa dos Santos Ferreira
Entre os anos 1917 e 1935, na antiga URSS, muitos filmes com cunho ideológicos como o 3 Canções para Lenin, A Felicidade, Na Linha Geral, Terra / Zemlya.
A greve etc. Entre eles duas adaptações de livros clássicos e de grandeza literal que tratam de temas que explora a psique humana, e vão da vida dentro de um contexto político e econômico e a conduta dos personagens dentro desse contexto. O primeiro é um dos marcos do expressionismo alemão, adaptado de um dos livros mais importantes da literatura russa e universal. Crime e Castigo. O Filme tem o nome do principal personagem do Livro de Fiodor Dostoievski. Raskolnikof - 1923, é dirigido por Robert Wiene, e é uma caricatura em movimento do personagem conturabdo e cheio de culpa criado pelo gênio Dostoievski.
O Outro tem algo de parecido na forma como o personagem se coloca no livro. O Capote do ucraniano Nikolai Gogol (1809 - 1852), explora o drama de um funcionário público que se encontra nas mais baixas escalas do trabalho numa repartição pública. O mote é o Capote velho que usa este pobre homem, e suas relações dentro do trabalho que são baseadas na sua posição social e tem ele o Capote como referência de classe e condição sociais. E quando ele compra um capote novo depois de enconomizar na comida, tudo muda, mas o pobre homem é roubado e tudo volta a ser como era antes, e então vem a morte e ai o livro fica mais emocionante. O filme segue essa linha, mas dá vida à principal rua onde atravessa o pobre homem. Tem uma música que nos conetca ao filme, e a seus desdobramentos. Enfim o Capote não deixa de ser um filmes expressionista, pois é da mesma grandeza dos filmes ligados a esse movimento.
O Capote / Shinel (1926) - dirigido por Grigori Kozintsev, Leonid Trauberg, URSS, 64 minutos
Sinopse Fórum Making Off: O Capote (Shinel) é um filme dirigido pelo grande dueto da antiga URSS Grigori Kozintsev e Leonid Trauberg. É baseado na novela homônima de Nikolai Gogol. Também tem inspiração em Avenida Nievski, outra obra do mesmo escritor, aparecendo como Prólogo do filme. Conta a história do pobre escriturário Akaki Akakiévitch e seu empenho para conseguir um novo capote e enfrentar o frio russo. O filme, além disso, conta outras razões mais profundas para Akakiévitch gastar suas economias em um elegante novo casaco. O Capote é um filme que mostra a importância de se vestir um uniforme ou uma roupa elegante na sociedade aristocrática russa.
Dedicado àqueles que gostam de Literatura Russa, do século XIX, e da Teoria do Medalhão, de Machado de Assis.
Começaremos
mostrando o intercâmbio que houve entre línguas diferentes e entre
músicos de diferentes países.
A
Primeira será a versão brasileira da canção garota de Ipanema,
interpretada por Tom Jobim.
Uma
mais recente na interpretada por Diana
Krall, e uma mais velha interpretada por Sinatra
O
Brasil é conhecido pelos escândalos de corrupção dos
parlamentares que ocupam posição importante na política
brasileira, pela mistura de raças e pelo resultado que é a simpatia
de um povo que embora sofrido, aprendeu a dançar. Ainda que
supostamentes devotos, poderíamos dizer que o brasileiro é um povo
dionisíaco, pela sua graciosidade, pela alegria que emana
quando dança. A Alegria, a festividade, e a dança são umas das
características atribuídas ao Deus Grego Dionisus, que também
representa a fertilidade e a embriaguez. Assim como Dionisus que
poderia dilacerar-se dançando necessita da chegada de Apolo se não
dançara até dilacerar-se, o povo brasileiro não está distante
disso. O Carnaval é um grande exemplo disso, que acaba na
quarta-feira santa, data importante para os católicos, e também uma
data de resguardo, ou seja, que não poderiam dançar, pois é contra
os preceitos da religião. Ainda assim o Brazuca se empreita na folia
e só pára quando chega a sua razão.
Versão
em português do Wilson Simonal
Vesão
Francesa, por Brigitte Bardot
Outra
versão francesa interpretada por Elodie Frégé
Além
dessas manifestações que citei acima, também há o futebol, cuja
associação com o Brasil e seu povo é inevitável. Mas outra coisa
que é super importante e é justamente nessa área que o Brasil é
mais respeitado. A música. Não há outra expressão que torne o
Brasil ser mais respeitável do que a música e sua capacidade de
criação. E na lista dos gêneros musicais mais respeitados está a
Bossa Nova. Não é atôa que Garota de Ipanema é a música mais
reproduzida no mundo. Mas para além da bossa, várias vertentes da
nossa música estão em alta. É o caso do forró, uma das dança
mais praticadas na Inglaterra e Finlândia.
Muitos
músicos Brasileros tocaram com músicos de grande importância no
cenário mundial. Airto Moreira é um deles. Tocou um bom tempo com
Miles Davis em festivais importantes como o da Ilha de Wight,
junatamente com outro grandes músicos como Keith Jarret, Dave
Holland etc. Também Tom Jobim, talvez a maior expressão da nossa
música no exterior cantou com gente importante como Frank Sinatra.
Chico
Buarque é outro que inspirou e se inspirou em muitos estrangeiros,
em particular europeus.
Também
brasileiros vantaram em outras línguas, suas composições, como foi
o caso do Chico Buarque que gravou em Italiano, e Esapanhol,
Caetano Veloso que gravou em Inglês, e Maysa que
interpretou algumas canções em Italiano.
No
texto a seguir mais informações sobre as perfórmances e canções
intepretadas.
Não
poderíamos deixa de citar essa grande figura conhecidíssima dos
franceses : Claude
Nougaroque
gravou tu
verras que
é uma paródia da canção O
que será de
Chico
Buarque e Milton Nascimento
com mudança na letra. Confiram as duas versões.
Paródia
Francesa escrita por Claude
Nougaro, (1978)
Esta
é a versão de Chico Buarque. O que será ?(1976), composta para o
filme Dona Flor e seus Dois Maridos
E
não param por ai as parcerias, inspirações acerca da música
brasileira. Outras versões com grande nomes do jazz., como o
pianista Errol Garner.
Versão
instrumental interpretada por Errol Garner de Samba
de uma nota só (1962), de Tom Jobim
Mais
uma com Errol Garner. Versão instrumental de Garota de Ipanema
Não
foram apenas estrangeiros interpretaram canções brasileiras, também
brasileros interpretarão nossa música em outras Línguas. Num show
na Itália em 1967, Maysa cantou em Italiano a canção Canto de
Ossanha de Baden e Vinicius
Canto
de Ossanha por Banden e Vinicius
Aquem
da política ofocial seguimos com a música como micro política e
como arma e força de expressão da nossa cultura. Viva a música
Brasileira !!
O Capote (Shinel) é um filme dirigido pelo grande dueto da antiga URSS Grigori Kozintsev e Leonid Trauberg. É baseado na novela homônima de Nikolai Gogol. Também tem inspiração em Avenida Nievski, outra obra do mesmo escritor, aparecendo como Prólogo do filme. Conta a história do pobre escriturário Akaki Akakiévitch e seu empenho para conseguir um novo capote e enfrentar o frio russo. O filme, além disso, conta outras razões mais profundas para Akakiévitch gastar suas economias em um elegante novo casaco. O Capote é um filme que mostra a importância de se vestir um uniforme ou uma roupa elegante na sociedade aristocrática russa. Dedicado àqueles que gostam de Literatura Russa, do século XIX, e da Teoria do Medalhão, de Machado de Assis Fonte: makingoff.org
Drama / Cinema Soviético, Grigori Kozintsev / Leonid Trauberg 63 minutos, 1926, URSS Audio: Mudo / Russo Subs: Pt- br
A
FLIP acabou. Parte dos autores que se apresentaram por lá cairão
num ostracismo ou simplesmente permanecerão anônimos ou
irrelevantes para os leitores brasileiros. É um ciclo normal dentro
do mundo artístico. Isso porque talvez muitos dos escritores pouco
aspiram holofotes ou eternização, muito menos a Academia Brasileira
de Letras, ou quem sabe pelo fato da indústria cultural ainda
explorar a força e a fama dos escritores imortais como Jorge Amado,
Graciliano Ramos entre outros.
Em
função disso, recomendaremos cinco adaptações literárias de
escritores e movimentos que deram grande importância ao Brasil
literal, e ajudaram a alimentar o mito que também se fez do Brasil
através da literatura.
As
adaptações são uma mescla de modernismo como movimento cultural
presente na literatura e no cinema. São movimentos importantes que
marcaram um período da nossa história e inspiraram muitos artistas
no Brasil e fora. Um dos marcos de grande importância da nossa
cultura é Cinema Novo com Glauber Rocha, Leon Hisrsman,
Anselmo Duarte, Joaquim Pedro Andrade, Nelson Pereira dos Santos.
De alguns destes diretores, listarei os filmes - esfinges desse
importante movimento, como por exemplo os filmes Deus e o Diabo na
Terra do Sol, Terra em Transe, O Pagador de Promessas, Macunaima,
entre outros. Um dos mais importantes e que é pauta de nossa
publicação é o filme de Nelson Pereira dos Santos, Vidas Secas
( adaptado do livro de Graciliano Ramos: 1892 – 1953).
Outra
adaptação poeticamente relevante é o filme Lavoura Arcaica de
Raduan Nassar (1935, vivo). O próprio livro é de grande riqueza
em detalhes, pela forma como ele conduz cada personagem, e como são
discutidos os valores morais de uma família libaneza que vive no
Brasil e que tenta resgatar seu filho e reconduzí-lo aos pricípios
da religião seguida pela família firmemente. O filme segue a
mesma linha do livro, mas com uma mistura de perfórmance, que fica
por conta do ator Celton Mello e da atriz Renata Rizek
(que faz papel da irmã e por quem ele apaixona-se). Ambos com suas
atuações levam mais imagem e vida às palavras do livro que si só
é liricamente imagético.
Segue
abaixo os filmes e suas descrições:
1.Lavoura
Arcaica – Brasil, 2001, direção de Luiz Fernando Carvalho
(Drama)
Descrição:
André
(Selton Mello) é um filho desgarrado, que saiu de casa devido à
severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Pedro, seu
irmão mais velho, recebe de sua mãe a missão de trazê-lo de volta
ao lar. Cedendo
aos apelos da mãe e de Pedro, André resolve voltar para a casa dos
seus pais, mas irá quebrar definitivamente os alicerces da família
ao se apaixonar por sua bela irmã Ana.
Fonte:
Makingoff.org
2.
Dona Flor e seus dois Maridos – Basil, 1976, direção de Bruno
Barreto(Comédia)
Descrição:
Flor
(Sônia Braga) é uma recatada professora de culinária casada com
Vadinho (José Wilker), um homem divertido e sensual. Apreciador de
mulheres, bebidas e jogatina, ele morre em plena festa de Carnaval.
Viúva, Flor se casa com o farmacêutico Teodoro (Mauro Mendonça), o
oposto do ex-marido: cavalheiro, respeitador e puri-tano. Mas Flor
sente saudades do fogo intenso de Vadinho, que retorna ao mundo dos
vivos para saciar seus desejos. Dona Flor e Seus Dois Maridos é um
dos mais importantes filmes do cinema brasileiro: quente, sensual e
divertidíssimo, com grandes atuações do elenco e soberba direção
de Bruno Barreto.
Fonte:
makingoff.org
3. Vidas
Secas – Brasil, 1963, dirigido por Nelson Pereira dos Santos
(Drama)
Descrição:
Lançado
em 1963, o filme é um retrato genial da miséria que assola o povo
do sertão nordestino. Além disso, é uma das melhores adaptações
já feitas de uma obra literária para o cinema. Grande especialidade
de Pereira dos Santos, que além da obra prima de Graciliano Ramos,
também adaptou para as telas, entre outros, Memórias do Cárcere,
do mesmo autor, Tenda dos Milagres e Jubiabá, de Jorge Amado e O
Alienista, de Machado de Assis, que ganhou o título Um Asilo Muito
Louco. Com
uma influência marcante do neo-realismo italiano e a autoridade de
quem é um dos pais do cinema novo, o advogado que virou cineasta,
Nélson Pereira dos Santos, traduz em Vidas Secas o meio ambiente do
verdadeiro herói brasileiro, vítima da violência do descaso, da má
administração pública e da fome. O romance é de 1938; o filme de
1963... A situação é de 1980, 1990, 2000... quem sabe até
quando? A
cadela Baleia é primeiro personagem a surgir na tela, no primeiro
grande plano do agreste nordestino. Depois aparecem Fabiano (Átila
Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), o fazendeiro (Jofre Soares)
e o famigerado soldado amarelo (Orlando Macedo). Fabiano reage o
tempo todo ao triste destino de sua família, que tenta em vão
procurar uma vida melhor. Uma reação calada, com uma interpretação
perfeita de Átila Iório.
Fonte:
makingoff.org
4
. Macunaima –
Brasil, 1969, dirigido por Joaquim Pedro Andrade (Comédia)
Descrição:
No
fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era
preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o
silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a
índia, tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma.
Já
na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de
seis anos não falando. Se o incitavam a falar exclamava: "Ai!
que preguiça!" ... e não dizia mais nada. ~ Mário de Andrade
Fonte:
makingoff.org
5. Bonitinha
mas Ordinária
– Brasil, 1981 – direção de Braz
Chediak
Descrição:
Uma
das maiores versões já feitas para o cinema da obra de um
dramaturgo que permanece infilmável (pelo menos enquanto vigorar o
moralismo da Central Globo de Produções nas produções
audiovisuais brasileiras). Em Bonitinha Mas Ordinária Ou Otto Lara
Resende, vemos a história de um rico magnata, Dr. Werneck (Carlos
Kroeber) que quer casar sua filha (Lucélia Santos - a mais
rodriguiana das atrizes), estuprada no passado por cinco homens
negros. O
homem escolhido, Edgard (José Wilker), por sua vez, quer a todo
preço conquistar uma vida digna. Seu mote é a frase de Otto Lara
Resende: "O mineiro só é solidário no câncer". Edgard,
mineiro, quer a todo custo provar que essa frase não é verdadeira.
Mas tudo à sua volta irá contribuir para derrubar sua visão
moralista da vida. Esse
filme é simplesmente visceral, duro, cruel, e niilista. Quando não
havia Sergio Bianchi nem Cláudio Assis, nós tínhamos Chediak.
Ninguém conseguiu adaptar o Nelson assim, nem o (com o perdão do
termo) charlatão do Jabor. O niilismo na sociedade brasileira. Fonte:
makingoff.org