sábado, 23 de agosto de 2014

Tooooooooca Raul !




Essa semana, exatamente no dia 21 de agosto completou 25 anos da morte do maluco mais beleza e mais importante do rock tupiniquim. À época eu tinha 11 anos, e escutei um amigo que adorava Raul Seixas dizer que ele havia morrido. Pra mim que iniciara meu pequeno seixismo foi uma notícia muito triste. Mas a vida seguia, e o caminho seria longo, uma vez que me propus ser um traseunte de sua obra. A primeira música que escutei no “Quera -Deus (pequeno comercio familiar, cujo nome vem de uma expressão dita por um dos pedreiros: queira Deus que esseas paredes se levantem )”, foi tente outra vez. Música que meu pai sempre escutava quando voltava da busca de um novo trabalho. Tínhamos uma fita cassete comprada no camelô em Salvador, e por ai começou a viagem no Raul. Raul Seixas foi um dos músicos brasileiros que incorprou um pouco de filosofia e um pessimismo irônico na sua música. Em Ouro de Tolo por exemplo, faz uma crítica ao contentatmento do homem em pagar imposto e sente-se de consciência traqnuila por contribuir para uma melhor vida cívica. É a bestialização e o comodismo que faz o consumidor ortodoxo afirmar-se como ser pelo consumo, pela propriedade.



    1. Ouro de tolo - “Eu devia estar contente
    Porque eu tenho um emprego
    Sou um dito cidadão respeitável
    E ganho quatro mil cruzeiros
    Por mês





    2. Cowboy fora da lei – Uma das características presentes na música do Raul, é o tom crítico e libertário e irônico. Exemplo: “Mamãe, não quero ser prefeito
    Pode ser que eu seja eleito
    E alguém pode querer me assassinar
    Eu não preciso ler jornais
    Mentir sozinho eu sou capaz
    Não quero ir de encontro ao azar ”.







    3. Paxeco - “O heroi dos dias úteis”.






Qual jovem rebelde nunca pesou numa sociedade alternativa ?



4 . “Viva viva, viva a sociedade alternativa...”











Para quem ainda não gritou “Toca Raul”, não sabe o prazer de ser um chato engraçado no meio de um concerto de jazz.



Deixo com vocês o documentário sobre a vida do Raul.




Raul: Começo, meio e fim.









Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Sétimo selo, e mais quatro filmes geniais de Ingmar Bergam

Nessa época em que a mediocridade é oficialmente financiada, sob o a justificativa da democratização da cultura (o que se parece mais com uma imposição da cultura do pão e circo), é aconselhado recorrer a certas obras que, com uma refinada ousadia levantaram questões existentes desde sempre, como por exemplo Deus e a morte. Um hábito relacionado à civilização Asteca (grupo étnico que vivia na regigião central do atual México, por volta dos séculos XIV e XVI)era brindar à morte. Se o faziam, possivelmente haviam o sanado questões específicas acerca desse tema.

Essa questão está evidente num dos principais filmes de um dos artistas mais respeitados do século XX. Ele levantou divessas questões inerentes ao ser humano, como a pergunta que talvez seja a mais feita: De onde viemos, e o que acontecerá pós morte, pra onde vamos ? questões metáfísicas acerca de Deus e o do além humano. Pois, este tal artista é o dramaturgo e diretor sueco Ingmar Brgman (Uppsala, 14 de julho de 1918 — Fårö, 30 de julho de 2007), foi um dos principais artistas dos quais temos conhecimento, que soube colocar essas questões em sua obra. Em particular no filme O Sétimo Selo / Det sjunde inseglet / The Seventh Seal , De 1957. No filme quando a morte vai em busca de um homem e ele ao se dá conta, propõe uma partida de Xadrez, e ao passo que sua ida com a morte é adiada vai indagando a morte sobre as grandes questões da humanidade, e que tanto nos perturba. É de grande genialidade por num drama cinematográfico este assunto que envolve metáfísica e psicanálise, levando em conta o contexto histórico sombrio que gerou certos ideais que estão como espectros, presentes em várias sociedades, e por muito tempo ainda permanecerão. A peste, profanações, amor e a verdade religiosa como agente repressor. O Diretor que era filho de pai protestante, e que sofria repressão e desdém familiar, deliberadamente ou não, deixa escapar atarvés na atuação dos personagens a presença do divino em sua obra, mas com conturbada relação. Enfim.
Selecionamos alguns dos que consideramos ser os melhores filmes do diretor. Nos isentaremos de justificar os motivos que nos levaram a crer que estes cinco filmes são nossos preferidos. É uma questão sensível que inteligivelmente torna-se difícil de explicar. Apresentaremos os filmes com sua descrição e deixaremos que o leitor faça seu próprio juízo acerca da obra desse grande diretor.

1. O Sétimo Selo / Det sjunde inseglet / The Seventh Seal - 1957






Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval. 



Suécia, 96 min, Drama. Áudio: Sueco






2. Morangos Silvestres / Smultronstället - 1957






Morangos Silvestres conta a história de um médico e professor aposentado, Isaak Borg (Victor Sjostrom), que aos 78 anos será homenageado com o título honorário da Universidade de Lund, sua cidade natal, a qual abandonara em favor de Estocolmo. Desde a véspera até a chegada em Lund, Borg é invadido por recordações do passado que confrontam o seu presente. Sonhos, devaneios e flashbacks conduzem-no a um mergulho no inconsciente, fazendo-o perceber que seu temperamento áspero e distante impossibilita o envolvimento afetivo com familiares e amigos, protegendo-o do sofrimento e, por outro lado, isolando-o. A constatação da velhice e solidão trazem a presença iminente da morte, incitando-o a repensar sua vida durante o percurso que faz até Lund. O desencadeador dessa viagem introspectiva é o sonho que teve na noite anterior à partida para a sua celebração.



Suécia, 91 minutos, Drama, Áudio: Sueco



3. Fanny & Alexandre / Fanny och Alexander



No início do século XX, após um alegre Natal na família Ekdahl, o pai de um casal de crianças vem a falecer. Deste momento em diante Alexander (Bertil Guve), o menino, passa a ver o fantasma do pai freqüentemente. Tempos depois Emilie (Ewa Fröling), sua mãe, casa-se com um extremamente rígido religioso e as crianças são obrigadas a deixar a casa da avó paterna, onde foram muito felizes, e passam a viver com a família do padrasto de hábitos severos, onde são tratados como prisioneiros. Na casa do padrasto o menino passa a ver o fantasma da primeira esposa dele e suas filhas, que haviam morrido tentando escapar dele. Decorrido algum tempo, a mãe se conscientiza da real personalidade do marido e de quanto seus filhos sofrem naquela casa, assim planeja um modo de tirá-los daquele lugar e levá-los de volta à casa da avó.



Suécia, 1982, Drama. Áudio: suéco



4O Ovo da Serpente / The Serpent's Egg



O Ovo da Serpente é uma reconstituição histórica, em Berlim de 1923, da ascensão do Nazismo, visto através da vida cotidiana de um judeu e de uma cantora de cabaré de péssima categoria. A inflação e o bolchevismo servem de cenário à luta desesperada pela sobrevivência.
Alemanha, início dos anos 20. O país está em decadência, a economia vai mal, pelas ruas o povo anda desesperançado, descrente. Um ambiente propício para a ascensão de um novo líder, alguém carismático, capaz de reerguer o ânimo da população. Esse alguém tinha um nome: Adolf Hitler. Mas a história que este filme conta não é uma simples história política.




EUA / Alemanha, Suspense - Drama , 1977. Áudio: Inglês / Alemão




5. A Paixão de Ana / En Passion




Andreas, um homem que sofre pelo fim de um recente casamento e por seu isolamento emocional, fica amigo de um casal que também passa por um momento delicado. É então que ele conhece Anna, que está superando uma tragédia que ocorreu com sua família. Andreas e Anna iniciam um relacionamento, porém para ambos é difícil esquecer o que aconteceu anteriormente em suas vidas. Enquanto isso, a comunidade em que vivem está aterrorizada por vários animais que estão sendo encontrados brutalmente assassinados.



Suécia, 1969, Drama. Áudio: Sueco
Selecionamos um texto escrito sobre o filme Morangos Silvestres pelo crítico Patrick Corrêa dos Santos Ferreira, para o fórum www.makingoff.org, Confiram a seguir.



A obra de Ingmar Bergman já se encontra inscrita no cânone cinematográfico. Tal qual Machado de Assis ou Fiódor Dostoiévski para a literatura universal, só para citar dois exemplos, a produção bergmaniana é preciosa para o cinema.
Sua filmografia é vasta, mas se tivéssemos de resumi-la em uma única palavra, talvez a melhor fosse: interiores. Daí, pode-se desdobrar o que configura a grande busca do diretor: o entendimento do que se passa no coração dos homens, a angústia que qualquer um tem diante da existência e de sua finitude, as incongruências da vida a dois, o silêncio que paira, latente e lancinante, entre os homens, ainda que se fale muito e se dialogue muito. Temas universais, como se vê, ainda que quase toda sua obra tenha sido filmada na longínqua Suécia.
No caso de “Morangos silvestres”, a chave para que se penetre no longa não está presente desde seu título, um tanto obscuro, mas interessante. O interesse de Bergman no filme é flagrar a memória, uma das mais importantes ferramentas que um indivíduo tem, pois se trata de uma aliada do conhecimento.
A memória específica de que o sueco fala no filme é a de um professor de idade avançada, que tem um prêmio importante para receber na cidade onde morou, por sua contribuição como docente e como médico. Para chegar ao local da honraria, toma seu carro, e para lá segue com sua nora. No caminho, é tomado por lembranças de episódios de sua longa vida. Lembranças boas e ruins, que trazem à boca e ao coração gosto de mel ou de fel, como ocorre com qualquer indivíduo. O mergulho feito pelo personagem em suas memórias é acompanhado pelo espectador, que flagra a infância do personagem ,na qual ele costumava colher morangos silvestres, o que justifica o título dado ao filme. O idoso relembra festas, diálogos, pessoas, cores, sabores, texturas e emoções que o atravessaram ao longo do tempo.

Ainda que em preto e branco, a história é contada com belas imagens, e num ritmo lento para os padrões contemporâneos. Lentidão que cabe às recordações de alguém que já não tem mais seus vinte anos. E vale lembrar também que o longa foi rodado no distante ano de 1957, época em que Bergman dirigira outra pérola: “O sétimo selo”. Apesar de longe no tempo, o cinema de Bergman não ficou datado. Suas questões são ainda atuais, pois o ser humano é sempre ser humano, em qualquer lugar ou momento histórico.
Os filmes do cineasta evocam todo tipo de discussão: filosófica, existencial, psicanalítica. A preocupação aqui não é enveredar por nenhum desses caminhos, mas apenas descrever o êxtase gerado pela contemplação de pequenas epifanias de alguém que já percoreu uma extensa trajetória, o que Bergman faz como poucos. Ele desnuda o humano, expondo suas fragilidades, tendo a câmera como cúmplice. É como se, em certa medida, o espectador também fosse desnudado, a partir da identificação que tem com as cenas apresentadas.
São esses fatores que, somados, dão beleza, graça e vitalidade a “Morangos silvestres”. É cinema autoral, que não se faz preocupado em arrebatar grandes platéias, e que deleita olhos enfadados de efeitos visuais escalafobéticos. Um cinema que se faz sem traço algum de maniqueísmo, sem a preocupação de se colocar um herói e seu antagonista. Até porque, sabe-se muito bem, nós mesmos podemos ser nossos maiores inimigos.
Assistir ao filme é tarefa obrigatória. Mas é uma obrigação que e cumpre com extremo prazer por aqueles que se interessam por vislumbrar a dimensão do humano, e que desejam compartilhar, ainda que pela simples contemplação, a dúvida sobre o sentido da vida, a maior inquietação que temos”.
Por Patrick Corrêa dos Santos Ferreira







Referências:



www.makingoff.org
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ingmar_Bergman













sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Capote / Shinel (1926)

Entre os anos 1917 e 1935, na antiga URSS, muitos filmes com cunho ideológicos como o 3 Canções para Lenin, A Felicidade, Na Linha Geral, Terra / Zemlya.
A greve etc. Entre eles duas adaptações de livros clássicos e de grandeza literal que tratam de temas que explora a psique humana, e vão da vida dentro de um contexto político e econômico e a conduta dos personagens dentro desse contexto. O primeiro é um dos marcos do expressionismo alemão, adaptado de um dos livros mais importantes da literatura russa e universal. Crime e Castigo. O Filme tem o nome do principal personagem do Livro de Fiodor Dostoievski.  Raskolnikof - 1923, é dirigido por Robert Wiene, e é uma caricatura em movimento do personagem conturabdo e cheio de culpa criado pelo gênio Dostoievski.
O Outro tem algo de parecido na forma como o personagem se coloca no livro. O Capote do ucraniano Nikolai Gogol (1809 - 1852), explora o drama de um funcionário público que se encontra nas mais baixas escalas do trabalho numa repartição pública. O mote é o Capote velho que usa este pobre homem, e suas relações dentro do trabalho que são baseadas na sua posição social e tem ele o Capote como referência de classe e condição sociais. E quando ele compra um capote novo depois de enconomizar na comida, tudo muda, mas o pobre homem é roubado e tudo volta a ser como era antes, e então vem a morte e ai o livro fica mais emocionante. O filme segue essa linha, mas dá vida à principal rua onde atravessa o pobre homem. Tem uma música que nos conetca ao filme, e a seus desdobramentos. Enfim o Capote não deixa de ser um filmes expressionista, pois é da mesma grandeza dos filmes ligados a esse movimento.

O Capote / Shinel (1926) - dirigido por Grigori Kozintsev, Leonid Trauberg, URSS, 64 minutos






Sinopse Fórum Making Off:
O Capote (Shinel) é um filme dirigido pelo grande dueto da antiga URSS Grigori Kozintsev e Leonid Trauberg. É baseado na novela homônima de Nikolai Gogol. Também tem inspiração em Avenida Nievski, outra obra do mesmo escritor, aparecendo como Prólogo do filme.
Conta a história do pobre escriturário Akaki Akakiévitch e seu empenho para conseguir um novo capote e enfrentar o frio russo. O filme, além disso, conta outras razões mais profundas para Akakiévitch gastar suas economias em um elegante novo casaco.
O Capote é um filme que mostra a importância de se vestir um uniforme ou uma roupa elegante na sociedade aristocrática russa.

Dedicado àqueles que gostam de Literatura Russa, do século XIX, e da Teoria do Medalhão, de Machado de Assis.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A Música Brasileira no Mundo

Começaremos mostrando o intercâmbio que houve entre línguas diferentes e entre músicos de diferentes países.
A Primeira será a versão brasileira da canção garota de Ipanema, interpretada por Tom Jobim.




Uma mais recente na interpretada por Diana Krall, e uma mais velha interpretada por Sinatra











O Brasil é conhecido pelos escândalos de corrupção dos parlamentares que ocupam posição importante na política brasileira, pela mistura de raças e pelo resultado que é a simpatia de um povo que embora sofrido, aprendeu a dançar. Ainda que supostamentes devotos, poderíamos dizer que o brasileiro é um povo dionisíaco, pela sua graciosidade, pela alegria que emana quando dança. A Alegria, a festividade, e a dança são umas das características atribuídas ao Deus Grego Dionisus, que também representa a fertilidade e a embriaguez. Assim como Dionisus que poderia dilacerar-se dançando necessita da chegada de Apolo se não dançara até dilacerar-se, o povo brasileiro não está distante disso. O Carnaval é um grande exemplo disso, que acaba na quarta-feira santa, data importante para os católicos, e também uma data de resguardo, ou seja, que não poderiam dançar, pois é contra os preceitos da religião. Ainda assim o Brazuca se empreita na folia e só pára quando chega a sua razão.





Versão em português do Wilson Simonal




Vesão Francesa, por Brigitte Bardot




Outra versão francesa interpretada por Elodie Frégé


Além dessas manifestações que citei acima, também há o futebol, cuja associação com o Brasil e seu povo é inevitável. Mas outra coisa que é super importante e é justamente nessa área que o Brasil é mais respeitado. A música. Não há outra expressão que torne o Brasil ser mais respeitável do que a música e sua capacidade de criação. E na lista dos gêneros musicais mais respeitados está a Bossa Nova. Não é atôa que Garota de Ipanema é a música mais reproduzida no mundo. Mas para além da bossa, várias vertentes da nossa música estão em alta. É o caso do forró, uma das dança mais praticadas na Inglaterra e Finlândia.
Muitos músicos Brasileros tocaram com músicos de grande importância no cenário mundial. Airto Moreira é um deles. Tocou um bom tempo com Miles Davis em festivais importantes como o da Ilha de Wight, junatamente com outro grandes músicos como Keith Jarret, Dave Holland etc. Também Tom Jobim, talvez a maior expressão da nossa música no exterior cantou com gente importante como Frank Sinatra.
Chico Buarque é outro que inspirou e se inspirou em muitos estrangeiros, em particular europeus.
Também brasileiros vantaram em outras línguas, suas composições, como foi o caso do Chico Buarque que gravou em Italiano, e Esapanhol, Caetano Veloso que gravou em Inglês, e Maysa que interpretou algumas canções em Italiano.
No texto a seguir mais informações sobre as perfórmances e canções intepretadas.
Não poderíamos deixa de citar essa grande figura conhecidíssima dos franceses : Claude Nougaro que gravou tu verras que é uma paródia da canção O que será de Chico Buarque e Milton Nascimento com mudança na letra. Confiram as duas versões.




Paródia Francesa escrita por Claude Nougaro, (1978)





Esta é a versão de Chico Buarque. O que será ?(1976), composta para o filme Dona Flor e seus Dois Maridos


E não param por ai as parcerias, inspirações acerca da música brasileira. Outras versões com grande nomes do jazz., como o pianista Errol Garner.




Versão instrumental interpretada por Errol Garner de Samba de uma nota só (1962), de Tom Jobim




Mais uma com Errol Garner. Versão instrumental de Garota de Ipanema




Não foram apenas estrangeiros interpretaram canções brasileiras, também brasileros interpretarão nossa música em outras Línguas. Num show na Itália em 1967, Maysa cantou em Italiano a canção Canto de Ossanha de Baden e Vinicius







Canto de Ossanha por Banden e Vinicius


Aquem da política ofocial seguimos com a música como micro política e como arma e força de expressão da nossa cultura. Viva a música Brasileira !!








Capote / Shinel (1926)

O Capote (Shinel) é um filme dirigido pelo grande dueto da antiga URSS Grigori Kozintsev e Leonid Trauberg. É baseado na novela homônima de Nikolai Gogol. Também tem inspiração em Avenida Nievski, outra obra do mesmo escritor, aparecendo como Prólogo do filme.
Conta a história do pobre escriturário Akaki Akakiévitch e seu empenho para conseguir um novo capote e enfrentar o frio russo. O filme, além disso, conta outras razões mais profundas para Akakiévitch gastar suas economias em um elegante novo casaco.
O Capote é um filme que mostra a importância de se vestir um uniforme ou uma roupa elegante na sociedade aristocrática russa.
Dedicado àqueles que gostam de Literatura Russa, do século XIX, e da Teoria do Medalhão, de Machado de Assis

Fonte: makingoff.org




Drama / Cinema Soviético,
Grigori Kozintsev / Leonid Trauberg
63 minutos, 1926, URSS
Audio: Mudo / Russo
Subs: Pt- br




Cinco filmes maravilhos adtpatados de livros obrigatórios

A FLIP acabou. Parte dos autores que se apresentaram por lá cairão num ostracismo ou simplesmente permanecerão anônimos ou irrelevantes para os leitores brasileiros. É um ciclo normal dentro do mundo artístico. Isso porque talvez muitos dos escritores pouco aspiram holofotes ou eternização, muito menos a Academia Brasileira de Letras, ou quem sabe pelo fato da indústria cultural ainda explorar a força e a fama dos escritores imortais como Jorge Amado, Graciliano Ramos entre outros.

Em função disso, recomendaremos cinco adaptações literárias de escritores e movimentos que deram grande importância ao Brasil literal, e ajudaram a alimentar o mito que também se fez do Brasil através da literatura.
As adaptações são uma mescla de modernismo como movimento cultural presente na literatura e no cinema. São movimentos importantes que marcaram um período da nossa história e inspiraram muitos artistas no Brasil e fora. Um dos marcos de grande importância da nossa cultura é Cinema Novo com Glauber Rocha, Leon Hisrsman, Anselmo Duarte, Joaquim Pedro Andrade, Nelson Pereira dos Santos. De alguns destes diretores, listarei os filmes - esfinges desse importante movimento, como por exemplo os filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe, O Pagador de Promessas, Macunaima, entre outros. Um dos mais importantes e que é pauta de nossa publicação é o filme de Nelson Pereira dos Santos, Vidas Secas ( adaptado do livro de Graciliano Ramos: 1892 – 1953).
Outra adaptação poeticamente relevante é o filme Lavoura Arcaica de Raduan Nassar (1935, vivo). O próprio livro é de grande riqueza em detalhes, pela forma como ele conduz cada personagem, e como são discutidos os valores morais de uma família libaneza que vive no Brasil e que tenta resgatar seu filho e reconduzí-lo aos pricípios da religião seguida pela família firmemente. O filme segue a mesma linha do livro, mas com uma mistura de perfórmance, que fica por conta do ator Celton Mello e da atriz Renata Rizek (que faz papel da irmã e por quem ele apaixona-se). Ambos com suas atuações levam mais imagem e vida às palavras do livro que si só é liricamente imagético.


Segue abaixo os filmes e suas descrições:

1.Lavoura Arcaica – Brasil, 2001, direção de Luiz Fernando Carvalho (Drama)



Descrição: André (Selton Mello) é um filho desgarrado, que saiu de casa devido à severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Pedro, seu irmão mais velho, recebe de sua mãe a missão de trazê-lo de volta ao lar.
Cedendo aos apelos da mãe e de Pedro, André resolve voltar para a casa dos seus pais, mas irá quebrar definitivamente os alicerces da família ao se apaixonar por sua bela irmã Ana.
Fonte: Makingoff.org


2. Dona Flor e seus dois Maridos – Basil, 1976, direção de Bruno Barreto(Comédia)



Descrição: Flor (Sônia Braga) é uma recatada professora de culinária casada com Vadinho (José Wilker), um homem divertido e sensual. Apreciador de mulheres, bebidas e jogatina, ele morre em plena festa de Carnaval. Viúva, Flor se casa com o farmacêutico Teodoro (Mauro Mendonça), o oposto do ex-marido: cavalheiro, respeitador e puri-tano. Mas Flor sente saudades do fogo intenso de Vadinho, que retorna ao mundo dos vivos para saciar seus desejos. Dona Flor e Seus Dois Maridos é um dos mais importantes filmes do cinema brasileiro: quente, sensual e divertidíssimo, com grandes atuações do elenco e soberba direção de Bruno Barreto.
Fonte: makingoff.org

3. Vidas Secas – Brasil, 1963, dirigido por Nelson Pereira dos Santos (Drama)



Descrição: Lançado em 1963, o filme é um retrato genial da miséria que assola o povo do sertão nordestino. Além disso, é uma das melhores adaptações já feitas de uma obra literária para o cinema. Grande especialidade de Pereira dos Santos, que além da obra prima de Graciliano Ramos, também adaptou para as telas, entre outros, Memórias do Cárcere, do mesmo autor, Tenda dos Milagres e Jubiabá, de Jorge Amado e O Alienista, de Machado de Assis, que ganhou o título Um Asilo Muito Louco.
Com uma influência marcante do neo-realismo italiano e a autoridade de quem é um dos pais do cinema novo, o advogado que virou cineasta, Nélson Pereira dos Santos, traduz em Vidas Secas o meio ambiente do verdadeiro herói brasileiro, vítima da violência do descaso, da má administração pública e da fome. O romance é de 1938; o filme de 1963... A situação é de 1980, 1990, 2000... quem sabe até quando?
A cadela Baleia é primeiro personagem a surgir na tela, no primeiro grande plano do agreste nordestino. Depois aparecem Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), o fazendeiro (Jofre Soares) e o famigerado soldado amarelo (Orlando Macedo). Fabiano reage o tempo todo ao triste destino de sua família, que tenta em vão procurar uma vida melhor. Uma reação calada, com uma interpretação perfeita de Átila Iório.
Fonte: makingoff.org


4 . Macunaima – Brasil, 1969, dirigido por Joaquim Pedro Andrade (Comédia)



Descrição:
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia, tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar exclamava: "Ai! que preguiça!" ... e não dizia mais nada. ~ Mário de Andrade
Fonte: makingoff.org

5. Bonitinha mas Ordinária – Brasil, 1981 – direção de Braz Chediak




Descrição: Uma das maiores versões já feitas para o cinema da obra de um dramaturgo que permanece infilmável (pelo menos enquanto vigorar o moralismo da Central Globo de Produções nas produções audiovisuais brasileiras). Em Bonitinha Mas Ordinária Ou Otto Lara Resende, vemos a história de um rico magnata, Dr. Werneck (Carlos Kroeber) que quer casar sua filha (Lucélia Santos - a mais rodriguiana das atrizes), estuprada no passado por cinco homens negros.
O homem escolhido, Edgard (José Wilker), por sua vez, quer a todo preço conquistar uma vida digna. Seu mote é a frase de Otto Lara Resende: "O mineiro só é solidário no câncer". Edgard, mineiro, quer a todo custo provar que essa frase não é verdadeira. Mas tudo à sua volta irá contribuir para derrubar sua visão moralista da vida.
Esse filme é simplesmente visceral, duro, cruel, e niilista. Quando não havia Sergio Bianchi nem Cláudio Assis, nós tínhamos Chediak. Ninguém conseguiu adaptar o Nelson assim, nem o (com o perdão do termo) charlatão do Jabor. O niilismo na sociedade brasileira.
Fonte: makingoff.org